Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

A informação: crepúsculo ou decisão, cabe a quem deve, decidir!

 

Portalegre mais plural, é o que me ocorre dizer. Um novo jornal surge e a cidade logra com isso. Só no âmbito local são três os jornais. Para lá do receio de inexistência de público para o seu escoamento, o que subsiste é a certeza inexorável de melhorar-mos com o alargamento dos media locais. Este é mais um acontecimento que não se circunscreve ao campo noticioso, podendo ser um pólo para a mudança. Acima de tudo, poderá ser uma fonte de consciencialização do papel preponderante dos meios de comunicação na cidade e no público.

A contemporaneidade exaltou os meios de comunicação como servidores das massas e é deveras premente perceber o alcance deste título. A influência que detêm na comunidade que mais directamente afectam obriga à imperatividade de integridade e probidade moral.

Mais um jornal implica diversidade e assim democraticidade, tanto para os que criam a informação como para os que a recebem. A multiplicidade agudiza a necessidade de profissionalização, pelo medo de se ser preterido. A situação é portanto benéfica para todos os atingidos pela influência da imprensa. Aqui pugna-se, novamente, a estagnação, uma vez que a competitividade exige o aperfeiçoamento dos enraizados e dos que procuram efectivizar-se.

No que diz respeito aos restantes jornais, primeiros a sofrerem as represálias deste nascimento, há que ver para lá da rivalidade inalienável. Anteriormente a escolha era dúbia, agora ramifica-se, o que impõe novos patamares de exigência. Maior concorrência impinge mais dedicação. O público que antes, estava assegurado porque bipolarizado, tem de ser reconquistado. A postura até podia ser esta até então, mas mais um jornal só exorta a sua continuidade. A vontade terá de ser sempre de se superarem, mesmo já sendo estandartes da bandeira de Portalegre. As reacções do público terão de ser vistas como um sinal indicador do comportamento a seguir posteriormente. A continuidade e permanência deste será um factor de prestígio e de orgulho para o jornal. Pois a fidelidade advém de uma escolha determinada, e não de uma ausência de alternativas. Porém será igualmente imperório não nos ludibriarmos pelo elogio subentendido, depreendendo as exigências que isto implica. Ousar, inovar e melhorar para alcançar outros alvos não desprezando os atingidos e mantidos, tem de ser o propósito. Se porventura, o comportamento for o antitéctico, ou seja, abdicar deste jornal em prol de um outro, as ambições terão de limiar a intrepidez e determinação. Perseverança no desejo de arrepiar caminho para alcançar a meta: evolução, fazendo as devidas reformulações e revisões. Não se conformando ou resignando perante a condição de rejeitado. A  renúncia dos leitores é a crítica à prestação e sintoma da sua insatisfação, que não pode ser ignorada.

Quanto à cidade, o incremento da imprensa só vem acompanhar a dinâmica desta. A informação é a mola para o conhecimento e por conseguinte para o crescimento. A cidade só tem que acolher os seus prodígios apoiando equilibradamente e não ostracizando nenhum. A cidade é a partir de agora um espaço maior porque mais plural. Portalegre passa a ser vista por outros olhos, disponibilizando diversidade de prismas. As críticas, elogios e análises são representações da cidade, que quando comparadas e conciliadas podem fornecer sugestões canalizáveis a mudanças urgentes.

Por último o público, que não fica de forma alguma excluído dos apanágios deste alargamento comunicacional. A sua atitude perante cada um dos jornais pressupõe a enunciação de uma opinião. A escolha de um em lugar de outro será sintomático de uma crítica assimétrica, ou seja, de elogio ou de condenação. Para os portalegrenses é inteiramente proveitoso, pois as vias para o alargamento de horizontes são variadas a partir de agora. Aliado a este aumento vêm outras perspectivas, vozes e comentários facultando ópticas díspares.

A competição deve ser encarada como factor susceptível de incentivar à garra de progredir. Bem mais gratificante que a segurança proporcionada pela carência de concorrentes, é a escolha motivada unicamente pela preferência.

Esta é ,assim, altura idónea para a cogitação e reflexão do “ethos” jornalístico. É o “Quarto Poder” tendo como tal obrigações para com os que lhe compete servir: o público. A finalidade não deve ser influenciar em prol de instituições, grupos ou personalidades que lhes convenham, mas vasculhar, procurar e construir a verdade. É deveras preponderante que as redes noticiosas portalegrenses, que agora são mais, não se menosprezem e se limitem à influência regional. Aliás, a informação, porque maioritariamente distrital, pode ser mais personalizada e por conseguinte afectar directamente quem deve. Um jornal não deve ser um espaço aberto ao sensacionalismo, polémica e controvérsia. Deve ser prioritariamente um meio fiável e frutífero, mesmo que em dualidade com a subjectividade da profissão. Espero que a variedade seja um contributo À actividade e produtividade jornalística com conteúdo, profícuo! Um combatente hostil à apatia mental e um adubo À fertilidade do intelecto de todos.  


publicado por portalegreeomundo às 23:22
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