Segunda-feira, 20 de Março de 2006

A geração dos Mil euristas...

A nova geração está aí e com características bastante peculiares, e desenvolvimentos, à partida, inesperados! Pois seria de esperar que alguém com o canudo na mão, boas notas, bilingue, até, trilingue, com um leque de estágios (muitas vezes não remunerados) e um percurso escolar invejável, conseguisse um emprego! Mas não, o futuro destes não se coaduna com o seu esforço ou determinação, e assemelhasse ao dos outros que optaram por uma vida mais fluida em termos de trabalho escolar. Preferem não fazer planos para o futuro porque o dia depois de amanhã é incerto e, assim, vivem resumidos às vinte e quatro horas de um dia e à segurança de um tempo temporário.

O que não me incomodava, agora assusta-me... Porque, ainda pertenço aos que estão do lado de cá Estou no limiar do início da minha especialização e, consequentemente, dedicação a uma área específica. Há tantas coisas que não entendo e gostava de perceber! Seguindo um raciocínio lógico, basta pensar: se a sociedade é composta por diversas faixas etárias, se reformam uns, outros terão que ocupar os seus lugares, supostamente, lugares esses destinados aos que se formam; se a s nossas taxas de natalidade são cada vez mais baixas e a população mais velha supera, e muita, a mais nova como se explica que não haja emprego?

O que se cria em incentivos com vista ao incremento da escolaridade, alfabetização e formação é proporcional ao que surge como desincentivos na nossa sociedade, levando a acreditar que a frustração é um caminho mais que certo! /Acreditei, e se calhar ingenuamente continuo a acreditar, que os, chamados, bons se safam sempre, mas nesta altura, e depois do que tenho lido, não sei, se não será presunção e desprezo por aqueles que já são bons e se encontram nesta injusta condição, reduzidos ao estritamente possível. De valorizar todos esses que tiveram a força para fechar a porta dos sonho, deixarem de pensar no ideal e substituírem o óptimo pelo o suficiente!

E, desta vez, não vale a pena culpar o governo, porque numa época de globalização e livre circulação de mão-de-obra; em tempos de emigrantes a baixo custo e mais qualificados, é impossível resistir, e impedir a situação económica e laborai consequente. A solução parece ser a mesma para os nossos, vingar lá fora! As costas largas dos governos já não chegam para tantas palmadas, até porque são tudo crises inevitáveis a curto prazo. E do conhecimento de todos que uma opção implica custos e benefícios, a escolha pela U.E, quanto a mim bem tomada, tem a vantagem da união e aproximação de diferentes povos, por diversos elos, mas também, tem a desvantagem da substituição dos nossos por eles.

O que nos resta é viver, e como para mim, viver não é possível sem sonhar ou lutar, continuar a acreditar, tendo como exemplo o do que nos substituiu, não como rival mas como exemplo. Acho que o segredo está em diferenciarmo-nos dele sem esquecer-mos a paixão que nos levou a ir por aquele caminho e não por outro...


publicado por portalegreeomundo às 10:38
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