Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Renovação!Não restituição!


Portalegre ,por situações adversas, virou cidade grande! Não em proporções ou em  dinamismo, esclareça-se, mas em sintomas. As horas de ponta, agora, existem; o chegar a casa muito para lá dos 5 minutos após o fim do horário é uma constante; as buzinas e as refelices, os acidentes acontecem com alguma frequência; o trânsito passou de fluído a caótico; as pessoas de pacientes  e calmas a stressadas; a cidade de esquecida virou tema de conversa, Tudo isto por causa de um programa, chamado pólis, que excedeu os prazos estipulados ( claro que não podíamos fugir à nossa Natureza). O termo, que lembra as cidades organizadas e estruturadas da Antiguidade Clássica, é agora distorcido por um panorama de máquinas, buracos, valas e lama.


O que vale é que mesmo não podendo ignorar ou fugir (porque persegue-nos em qualquer rua) desta catástrofe, existe a katársis. Depois da tempestade, que parece não passar, virá a bonança. Mesmo que agora pareça impossível e longínqua. Nada é criticável, a não ser este naturalismo intrínseco de “Bom Português”, que insiste em deixar tudo para a última. Portalegre foi notícia, porque é a única cidade que vai exceder os prazos.


Mas nem tudo é mau. É bom constatar que, pela primeira vez, Portalegre não ficou à margem das cidades eleitas para o desenvolvimento. Foi considerada merecedora do projecto, cujo objectivo é torná-la mais atractiva, moderna e chamativa. Infelizmente, Portalegre e Portugal não têm, somente, a inicial em comum. São constantemente esquecidos, confundidos com uma Espanha ou uma Elvas; consideradas abaixo do nível de um país desenvolvido ou capital de distrito, preteridas em função de outros ou vilas circundantes; e presos a um passado recheado de um História promissora;


Portalegre tem de passar a ser cidade de futuro e não de outros tempos. Atractiva para todos e não desejo de fuga para muitos. Dinâmica e mudança, têm que ser imperativo. É preciso insistir e apostar em medidas como  a da agenda cultural, que tanto mudou Portalegre. Promoveu-a e fez com que fosse foco de notícia pelos melhores motivos. Tem de se apostar no teatro, no cinema, na música, no lazer, no desporto para que a nossa cidade vire serra de gente. Tem de se inverter as linhas do êxodo. Fazer com que a noite de Portalegre seja destino; as ruelas das muralhas rumo de fim-de-semana: a serra de São Mamede local de turismo.


A cidade tem de crescer, não pode ficar, eternamente, fechada na redoma da impossibilidade e desmotivação, embalsemada nas críticas de sempre, ou estagnada por estigmas e rótulos, que parecem, perenes.


publicado por portalegreeomundo às 20:02
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1 comentário:
De portalegreeomundo a 24 de Março de 2006 às 11:24
Como uma cidade pode ser o espelho de um país!


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