Sábado, 18 de Março de 2006

A NOSSA MENINA...

Desemprego, inflação, défice...é do conhecimento geral, e parece, até ridículo repeti-lo, que a economia portuguesa está em crise. Mas para lá deste facto, parece-me urgente e indispensável, um esclarecimento da parte dos entendidos do que realmente se passa com o nosso país. Isto porque, e admito a minha completa ignorância em matéria económica, parece-me haver demasiadas discordâncias e, até, contradições no que os "experts" dizem. Apesar de ser néscia no assunto, a minha atenção à actualidade permite-me constatar que das duas uma: ou o que se passa não correspondem ao que dizem; ou, o pais caminha para um cabo por que o das tormentas, com um mostro maior que o Adamastor e, desta vez, sem Bartolomeu Dias.

Ontem ouvia um economista dizer que se a economia evoluísse, como se esperava, o desemprego aumentaria. B é aqui que a minha incompetência no assunto se manifesta, porque me é difícil conceber tal fenómeno: expliquem-me como e isto possível? Ora, se uma das coisas que gera riqueza é o trabalho, se há menos empregados não se devia registar um retrocesso económico, ao contrário do que afirmam? Por outro lado, e na sequência desta afirmação, recordo o susto que o ministro da Finanças, Correia e Campos, pregou aos portugueses quando disse que se tudo se mantivesse seria impossível assegurara os encargos de saúde aos utentes sem estes se tornarem pagadores, na totalidade, A pesar de admirar a sinceridade e coragem do ministro (coisa invulgar, especialmente em momentos como este, nos políticos), denoto, mais uma vez, uma certa controvérsia, com o que outro ministro, o da economia afirmou, ou seja, que haveria evolução económica, havendo mais dinheiro, supostamente há mais meios para gastar com esses campos.

Sem um grande mergulho em valores, o que salta à vista e aos nossos ouvidos é: aumento do desemprego, aumento dos impostos, aumento do consumismo (outro fenómeno engraçado, que julgo ser fuga à depressão individual)e, paralelamente, uma diminuição do nosso orçamento. Para onde vai o dinheiro? Será que estamos assim tão endividados com a nossa UE? Será que o plano de endividamento é tão grande que o processo é de retoma prolongada e duradoira, ao ponto de não ser possível investir no plano interno?

E, as consequências divergem... Para além, das insónias, do mau aspecto dos portugueses por tantas noites mal dormidas, das lamúrias, da procura de psicólogos e aumento do escoamento dos anti-depressivos.... acho que, nos próximos tempos, vamos assistir ao desaparecimento do Estado-Providência, à semelhança do que está a acontecer na França. O Estado, independentemente da política e ideais inerentes à ideologia, caminha para a incapacidade de garantir as bases da sociedade: saúde, educação, emprego...começando, simultaneamente, o processo de tirar aos ricos para dar aos pobres, e aqui falha a justiça!

Acima de tudo, e é isso que gostava, devia haver um esclarecimento sem filtro ou omissões falhou a mão invisível do Adam Smith, ou foram as falhas sucessivas de diversos governos que no puseram onde estamos? Chega de depressão ou tangas, é tempo de resposta

publicado por portalegreeomundo às 20:23
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