Sábado, 18 de Março de 2006

A NOVA POLÓNIA!

Fico perplexa quando me apercebo que vivo num Mundo, ainda, tão antiquado, rústico, até! Pensava que a escolha de certos caminhos pressupunha a conquista de certos alicerces, que por isso, passariam a ser inquestionáveis, mas não. Isto tudo porque olho em redor e, aqui mesmo ao lado, no centro de uma Europa que se diz desenvolvida, reside um país cujos governantes persistem numa reforma que, quanto a mim é um retrocesso. Depois das eleições e vitória dos gémeos, parece que a Polónia quer iniciar a IV República, mas de uma forma um pouco estranha, tendo em conta o que é normal numa República! E aqui que surge a minha dúvida: Será que República não requer democracia, e apor sua vez, esta não exige laicismo? Deveria ser uma pergunta retórica ,mas não é!

Uma sociedade é constituída por diversos campos e variadas ordens. Uma democracia deve, e friso o "deve", ser um conjunto de órgãos com funções respectivas que, apesar da interligação com outros exteriores à política, têm, e reforço o "têm" de ser independentes.

Sem dúvida, e isto para não me acusarem de herege, deve haver inter-ajuda. A ordem do trato social, religiosa, moral e jurídica devem interligar os seus campos e áreas de intervenção, mas na medida do possível, nunca excedendo ou abusando dos seus limites. E, antes de mais, importante não confundir ajuda com necessidade ou dependência.

Nesta Polónia o que se pretende é a construção de um Estado com auxílio, predominante e determinante, da igreja. Segundo os irmãos Kacynski, há que travar a queda da igreja e tornar a religião o principal aliado na concretização das medidas do Governo.

N minha modesta opinião: mal! Primeiro porque, hoje, a religião é facultativa, num país multicultural as religiões são diversas; depois, porque os cidadão votaram nos partidos e não nos padres que os senhores Kacynski pretendem como consultores de cabeceira. Perdoem-me a ironia, mas parece-me inconcebível, que depois das sociedades europeias terem sido paradigma de desenvolvimento, onde os principais valões eram: relação com a Nação, soberania e laicismo; se tente voltar, e agora exagero, a um género de teocracias da Idade Média.


publicado por portalegreeomundo às 20:24
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