Terça-feira, 12 de Setembro de 2006

A O.N.U: terá lugar amanhã?

 

Koffi Annan é o perfeito representante da instituição que incorpora. A sua imagem débil, cansada, desesperada e frustrada reflecte fielmente a imagem que se associa à ONU! Veio nas imediações da 2º Guerra Mundial substituir a inoperância de a SDN, ineficaz e obsoleta, e tende a caminhar para o mesmo fim.

A ONU, Organização das Nações Unidas, pelo seu carácter supra-estatal e internacional deveria ter um papel fulcral e preponderante na política mundial. Mas não tem!

Quando falo em ONU não me refiro só a Conselho De Segurança ou Assembleia Geral, mas de instituições com inúmeras organizações com objectivos, supostamente, isentos de conspurcação, influências ou dirigismos de líderes de potências mundiais. Imagino a ONU como um género de República de Platão, como se os seus orgãos e funcionários integrado fossem pessoas com responsabilidades acrescidas e sentido de Humanidade superior ao comum civil, incorruptíveis e certos da importância daquilo que representam. Quimera, reconheço! Pois a ONU não é mais do que a união de inúmeros países díspares no que acreditam e lutam! No entanto poderia ser dessa diversidade e confronto de diferenças que saísse o que individualmente não sucede: justiça!

O objectivo da ONU é estabilidade, erradicação dos males, irradiação de alicerces primários (educação, alimentação, inovação…), mas para lá deste carácter pacífico e harmonioso, deveria ter uma posição autoritária sobretudo sob aqueles que insistem em dominá-la me favor dos interesses isolados. A ONU perdeu a sua força porque esqueceu o seu sentido, e dai advém a frustração. O Direito Internacional que foi construindo ao longo de décadas pretende instaurar uma justiça intransponível. Analisando o que actualmente acontece e caracterizando desta forma a ONU falamos de algo que não existe! Entre uns EUA que invadem e se apoderam de um país estranho sem este ter reclamado por tal ajuda; um outro chamado Irão que não respeita as decisões da instituição nem se sente obrigado a respeitar acordos precedentes; Israel que invade e destrói todos os seus contíguos sem com isso sofrer pressões; O que ressalta como verdade ignóbil, é a hipocrisia crescente me detrimento da probidade de uma instituição.

A ONU não passa, neste momento, de uma mera figura representativa sem qualquer poder! Restringe-se À sua existência cumprindo os protocolos de visita a países beligerantes, não se impõe, não estipula prioridades, não exige! Afinal a intenção era estar acima de qualquer parcialidade, não ao serviço dela! 

A ONU não pode de maneira alguma estar confinada somente ao papel de benemérita e indulgente, é uma instituição política. E como tal tem órgãos que pretendem impor a suas medidas, está revestida de meios que devem intervir sempre que alguma das suas directrizes não é cumprida. Foi com estes pressupostos que foi criada e com estas condições que se assumiu como independente.

Deveras desconcertante é o fosso que existe entre o que era suposto ser e o que é. Culpa dos secretários-gerais que não sabem reagir a pressões externas? Culpa dos países que a incorporam que não pretendem um organização isenta? Culpa dos restantes que nenhuma influência têm, mas se restringem a essa limitação? Não sei, o facto é que o tempo é de decadência de imagem! É inolvidável a necessidade de inverter o processo, mais não seja porque a ONU é, pelo menos, esperança para muitos que esperam a sua lembrança!

É excessivamente notória a sua submissão ao imperialismo americano e países a que ao mesmo se alicerçam, assim como é evidente a distância de qualquer dos outros que resistam. Não é com passos ténues que consegue afirmar-se, mas sim com discursos tenazes e corajosos como o de koffi Annan, assumindo a crueldade de Israel durante a guerra.Mais do que qualquer outra instituição, mais do que um país a ONU tem de impor uma conduta, uma política para que os princípios que defende como invioláveis sejam na prática irrefutáveis. Palavras como paz, Humanidade, equidade não podem ser utopia numa instituição como a ONU!

 

 


publicado por portalegreeomundo às 17:46
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