Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006

O “Sol” nasce e os dias esperam-se diferentes!

 

No Sábado aparecerá no horizonte dos “media” um novo sol. Excluindo qualquer intenção publicitária que poderá ser subentendida, o que pretendo com este consumar de facto é analisar e expor todas as suas inerências.

Inalienável da sociedade, desde há muito, é a presença dos meios de comunicação no nosso quotidiano profissional, familiar, cultural e social. Assumem desde o seu início um papel preponderante e algo controverso, na medida em que paralelamente À isenção e imparcialidade que lhes é impingida, conseguem uma influência inolvidável sob a população, massas e elites. Não obstante À intrepidez e desafio subjacentes a este dualismo, a verdade é que têm em mãos um compromisso com a sociedade em geral. Com os que lêem,vêem e ouvem; com os que não lêem, vêem e ouvem; com os que desistiram de o fazer e com os que começaram a fazê-lo. Mais do que em qualquer outro período da sua existência, os meios de comunicação atravessam tempos de uma aguerrida luta. Batalha por um lugar. Os adversários, além dos rivais reconhecidos (como outras estações televisivas, rádios ou jornais), são: a versatilidade, volatilidade e efemeridade. A beligerância suprema é, indiscutivelmente, consigo próprios, na fidelidade e constante veracidade ao que pretendem ser, pois sucumbir À facilidade de a todos agradar é morte, previamente, anunciada. Neste sentido constato que são poucos os media que, independentemente da vertente, conservam os espírito e a alma e, de certeza, por isso são poucos os que se mantêm no auge por um período considerável. Aliás se repararmos, e afastando a avaliação de qualidade ou ausência desta, verificamos que somente os que seguem a linha que delinearam não são derrotados.

Retomando o factor que despoletou o comentário, o aparecimento de um novo semanário nas bancas, não só é sinónimo de aumento como também de desenvolvimento. Evolução na informação e vontade de comunicar. Impõe ao leitor escolher, seleccionar e não se circunscrever À unidade disponível. Mas impinge, igualmente, aos restantes jornais não se conformarem com a perenidade nas prateleiras. Esquecendo o cariz, o intuito, o formato e a mensagem pretendida por este novato, a verdade é que veio agitar, o que é, indubitavelmente, salubre sob todas as perspectivas. Numa altura em que nos acusam de interregno intelectual comparativamente a outras facções da História inigualavelmente produtivas, é proveitoso que apareçam novos objectivos que desafiem os que já existem e obriguem o todo a pensar. Tornarmo-nos sujeitos passivos do que nos influencia, é cavarmos o buraco da manipulação alheia. Não se pode ficar incólume À mudança, especialmente, quando o ponto de partida é o receptor.

Desta forma, considero imperório apreender a dimensão do acontecimento e não o incluirmos em mais uma das trivialidades dos nossos dias. Interiorizar este nascimento como uma oportunidade conjunta. E se tal acontecer, certamente, precedemos a tempos de incremento, pois ninguém gosta de ser ultrapassado ou substituído, e isso pressupõe, obrigatoriamente, aperfeiçoamento. A mutação será inerente aos que informam e aos que são informados, e a prova é a agitação visível.

“Quem não lê, é como quem não vê”, é crucial que a cegueira não permaneça patologia característica da multidão!

 


publicado por portalegreeomundo às 12:18
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