Sábado, 30 de Setembro de 2006

O livro refulgente!

 

A liberdade e independência são, cada vez mais, móbeis para um fim abjecto. Pairam nas nossas sociedades como princípios absolutos, impedindo a percepção de que se transformam em paliativos que ludibriam as nossas convicções inabaláveis. Li o livro “Clube de Bilderberg”, indignação ou estupefacção são restritivos eufemismos do que senti. O livro eleva-se ao carácter de Bíblia dos atentos, minimizando a solidão dos que se preocupam com a sua autonomia e respectiva extensão. Não sendo detentor de credibilidade inquestionável e abrindo brechas À discussão, o facto é que se impõe perante qualquer renitência pela comprovação constante do que advoga.

O livro é a teorização do que, actualmente, é indissociável de um país desenvolvido: o controle. Anteriormente relacionado à entidade suprema, o Estado, depois do livro, fungível a uma elite internacional. O facto é que por ignorância de meros civis só atingimos o intermediário, e não tomamos consciência que a Existência é o brinquedo de uma minoria omnipresente. A agilidade com que se rejeita o que ameaça os nossos dogmas torna dispensável a enumeração dos que incorporam este clube, assim como as instituições que exteriorizam os seus ditames. Preponderante é reclamar pela objectividade. Sucumbimos demasiado tempo À confortável limitação do comum humano. É inegável, e demonstrável, a forma como somos conduzidos a cumprir algo pelo seu carácter positivo, sem antes dissecarmos as suas consequências abjectas. A vida é um teatro. Somos os actores e, simultaneamente, espectadores de uma cena comandada por uma elite e poder de que está revestida. Inexplicavelmente difícil de condenar, quanto mais desmantelar pela acuidade e sagacidade com que se omite. Dissipa-se nas instituições, governos e influentes que reflectem as suas directrizes na política que preconizam; é uma rede que se expande e prolifera por todo o Mundo clarividente, tornando infrutífera a voz isolada: As organizações que lhe estão subordinadas pertencem a todos os alicerces da sociedade de massas (meios de comunicação, ONG, cultura…); Os seus membros são ícones da política e sapiência estorvando a verosimilhança da frivolidade dos seus objectivos; Tónica, ainda, para a capacidade de liderar e comandar. Refugia-se no que hoje é oxigénio: segurança e protecção. A necessidade de sobrevivência serena da Humanidade receosa aniquila a imperatividade de pugnação perante a destruição do que nos caracteriza como Humanidade. Estamos de tal forma ébrios pela naturalidade dos seus instrumentos que não vemos como somos dirigidos. O espaço de decisão está confinado ao medo, que nos impingiram como diário. Os pais põem chips aos filhos; as câmaras de vigilância são triviais, intrometendo-se nos locais mais íntimos; lidamos com a possibilidade de se imiscuírem na nossa privacidade porque outro valor mais alto se levanta: a nossa segurança; não viajamos sem sermos altamente inspeccionados; julgamo-nos despercebidos pelo anonimato da nossa vidinha, mas somos os meios e o fim de qualquer coisa absolutamente ignóbil. A insipiência causada pela carência de informação consubstancia-se na concordância com medidas que contribuem para a aparente harmonia conjunta. E por isso permitimos e corroboramos, mesmo sentindo que nos reduzem a autómatos. As implicações parecem inócuas pela particularidade de cada medida. A leviandade com que confinamos os acontecimentos à História e correspondente contexto, refuta a analogia a outros tempos. As ditaduras assumem-se como obsoletas e ultrapassadas. E pergunto? Quais são as aspirações com que nos aliciam? Os objectivos sintetizam-se no ideal de bem-estar geral, os meios são o aperto da vigilância e a rigidez no controle; O resultado: um despotismo oligárquico bem camuflado pela suposta efectividade da democracia.

Estamos inebriados pela bondade desta política dirigista porque achamos visar a qualidade de vida. Cegos pela comodidade ilusória não vemos como nos submetem ao planeamento de um agregado restrito. Pior que não ver é não querer ver! Consideramos risíveis tais asseverações pela similitude a um filme de acção. Por outro lado os que apregoam a nossa defesa são tidos como mártires de uma teoria da conspiração agudizando a distância ao que é óbvio. Fotos, os testemunhos e dissidentes que foram membros integrantes destroem a associação a complô e ultraje, documentando o que se atesta. Resta-nos escolher, pelo menos, a passividade ou tenacidade!


publicado por portalegreeomundo às 13:38
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. ...

. ...

. ...

. Quando n...

. Quando a predisposição da...

. ...

. ...

. ...

. ...

. ...

.arquivos

. Outubro 2007

. Maio 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.favoritos

. ...

. ...

. ...

. A...

. O cinema: um horizonte da...

. ...

. ...

. Unidad...

. A mudança ...

. Já aspira altitude…

SAPO Blogs

.subscrever feeds